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“O nome do jogo não é tecnologia. É criatividade”

Dois publicitários mestres deram o que falar no sexto dia de Festival este ano. George Lois e Lee Clow trouxeram uma boa notícia para o mercado em sua apresentação no Festival de Cannes: se tivessem que iniciar uma carreira hoje, eles escolheriam publicidade. “O nome do jogo não é tecnologia. É criatividade”, resume Lois.

Os dois publicitários têm uma enorme lista de grandes feitos à publicidade. Lois foi um dos nomes à frente da revolução criativa dos anos 1960 e das capas inesquecíveis da revista Esquire naquela década. Clow é o nome criativo por trás da comunicação que ajudou a transformar a Apple, além de amigo pessoal de Steve Jobs.

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Porém, os anos se passaram e a dúvida que permanece “será que dois profissionais desse calibre teriam espaço no mercado publicitário de hoje?”. Assim como dito por Lois, Clow também acredita que a criatividade sobrevive em um cenário que parece dominado pelas máquinas. “As novas mídias influenciam o cenário, sem dúvida. Mas eu comparo a situação com a de quando surgiu a câmera fotográfica. Levou alguns anos para que as pessoas, especialmente aquelas que tinham o dom artístico, descobrissem como usá-la. No caso das novas tecnologias, eu sinto que elas estão esperando os artistas tomarem conta. E quando eles aprenderem, nós voltaremos a ver coisas lindas sendo feitas”, afirma.

Enquanto não aprendem, a vida do publicitário será mesmo difícil. “Publicitários e clientes. Todos estão confusos com o que é possível fazer com a mágica da internet e das redes sociais. Os clientes se questionam o que vale a pena fazer”, afirma Clow. Também para Lois, tudo parece muito indefinido ainda. “Eu vejo um grupo de centenas de pessoas sempre tem alguém ouvindo música. O que eu, como publicitário, vou sentir quando vejo um público que não consegue se concentrar mais em apenas uma coisa?”, questiona. “Mas é tudo uma questão de talento, independente da tecnologia. No final das contas, o que o publicitário precisa ter é coragem de lutar pelo seu trabalho”, resume.

A questão é o que o óbvio do amanhã ainda não parece claro para o mercado neste momento. Mas dar voz a quem revolucionou o mercado no passado é essencial para se entender como deverá ser a próxima revolução.

Cannes Lions 2013 – Primeiras Impressões

O Domingo começou com bom conteúdo no primeiro dia de Festival. Dos 8 seminários, um conceito se destacou como unânime. Até a manhã de segunda-feira, a tendência de vídeos curtos, contando histórias reais, emocionantes e sensoriais, foi mencionada em diversas oportunidades com termos como “snack content” (no seminário da BeOn) e “nugget comedy” (nas palavras de Jack Black, na discussão trazida pelo Yahoo).

A segur confira drops das principais referências e assuntos mencionados no primeiro dia:

1. GE Focus Forward – Dois cases muito interessantes sobre temas incrivelmente ignorados até recentemente.

2. Mail Online – Nick Cannon, Martha Stewart e Mel B (ex-Spice Girls) contaram um pouco de como administram suas redes sociais.

3. The Good Relations Group – O sucesso da experiência paralímpica de Londres 2012.

4. AOL – O case Makers, apresentando histórias de mulheres incríveis.

5. Arnoldworldwide – O tema “Evebory needs an enemy” retomou o tema do antagonismo e do posicionamento das marcas evitando uma falsa diplomacia. Os vários exemplos foram de Duschamp aos Sex Pistols, de Old Spice a Domino’s, e trouxeram ao palco o artista Shepard Fairey famoso por sua estilização do poster de campanha de Obama.

6. Hakuhodo – O conceito de creative alchemy foi resumido em 4 pontos: combinação, mímica, “de cabeça para baixo”, “a verdade por trás” e “e se”.

7. BeOn – Pesquisa que detectou 6 emoções padrão através de movimentos faciais similares mostrou a compilação da reação de pessoas a diferentes comerciais e a importância de atrair emoções nos primeiros 8 segundos de interação e de gerar um pico de impacto (apropriando-se de conceitos já observados por Kahneman.

8. DHLO – Agências com multiplicidade cultural, contratando estrangeiros por exemplo, tendem a ser mais desordenadas, porém mais criativas e eficientes.